
toca uma regueira aí
A gente tenta escapar, mas os protestos da USP são sucesso de público e crítica, segundo analistas de mídias sociais dos quatro cantos do país. Enquanto barricadas são erguidas, os dedos frenéticos dos paparazzi registram o que há de mais belo, poético e suave na nave na FFLCH.
O destaque de hoje é o baseado da paz. Não que ele tenha sido uma ideia genial, nem mereça espaço na zona de poesia árida, mas ele remete a uma lenda urbana que assustou bairros da zona oeste paulistana por anos: a lenda do “cu na coxa”.
A história é dum gigantesco beck de 30 centímetros. Nas ruas, o povo duvidava, mas o autor, com um álbum de fotos revelados da Kodak, exibiu no palanque belíssimas fotos de um monstruoso baseado. Enquanto o povo aplaudia, um problema de edição aconteceu.

Em certo momento do álbum, todos os garotos fumados apareciam de cuequinha no banheiro, de chuveiro ligado. “A galera ficou muito louca e foi pro banho”, um dos jovens tentou se explicar. Não teve jeito: aquela juventude presa em um box com porta de correr e gorducha da Corona ficou imortalizado. Surgia o termo “cu na coxa”, ato praticado quando você está muito louco e decide explorar seus limites sexuais, sem amarras sociais.
Mas divago.
É, divago mesmo. Voltemos à USP. A Babilônia tá queimando lá, né? Além dos amigos do baseado da paz (incluindo um com pulseirinha da Jamaica no punho, remetendo ao autor da lenda contada acima) há muito mais baderna nos territórios ermos do Butantã.

Como vemos acima, a molecada reparou que o excesso de drogas emagreceu geral e, para poder confrontar a polícia com algo a mais do que flores e Walter Benjamin, eles decidiram puxar um ferro. Improvisado, claro. E, apesar das roupas cobrindo o rosto, o cidadão da direita deixando os dreads escapar é visivelmente o perigoso, perseguido e procurado Ras Trent.

A mesma rapazeada que anda puxando um ferro e um fumo também é super antenada, e ficou extremamente feliz com o anúncio de que Neymar poderá ganhar a Bola de Ouro da FIFA. Por isso, no retrato acima, quatro deles homenageiam o boleiro com emocionantes corações (apenas o cidadão da extrema esquerda parece estar tendo problemas para formular o complexo desenho). O meliante de vermelho não colabora com a homenagem, mas nos dá uma boa ideia do quão difícil deve ser usar um agasalho da Banana Republic para ser rebelde e usar óculos com lentes Transitions ao mesmo tempo.
Ou seja, a chapa continua esquentando na região e nossos enviados especiais estão registrando cada momento intrínseco daquilo que é o protesto mais cool dos últimos tempos. Há relatos de malabares, mímicos e até mesmo advogados no local. Mistura perigosa. Abaixo, Jaime, nosso correspondente.

“Esses esquerdopata não tem limite, véio”











